A história de alguns utensílios de cozinha

Os que ainda se usam

Os utensílios que mais sobreviveram ao tempo são os que vêm à mente toda vez que pensamos em cozinha: garfo, faca, colher e panela. Esta surgiu em 10.000 a.C. na América do Sul.

Se antes os povos utilizavam conchas, cascos de tartaruga e até mesmo estômago de animais para preparar os alimentos, foi graças à panela rudimentar que o homem percebeu que podia usar a água para cozinhar e aquecer os alimentos.

faca, de origem etíope, surgiu antes mesmo do fogo. Era multiuso, pois além de servir de arma, cortava em pedaços os alimentos que os dentes não podiam triturar. 

colher surgiu provavelmente três séculos antes da era cristã. Antes dela eram utilizados galhos e conchas para se alimentar de líquidos e substâncias pastosas.

garfo apareceu apenas no século XI, já na Europa. Havia muito preconceito quanto ao seu uso, já que seu formato é análogo ao tridente do diabo, e a Idade Média levava mais a sério os símbolos religiosos. A superstição caiu abaixo quando os italianos passaram a utilizar o garfo para a macarronada, e o costume foi logo associado à nobreza.

Os que cairão em desuso

O spork (mistura de colher e garfo), que não cumpria nenhuma das sua funções.

batedor de ovos manual, que surgiu no fim do século XIX nos Estados Unidos e foi popularizado para produzir bolos, claras em castelo e outras misturas, teve vida de mais ou menos cem anos, pois em 1971 surgiu a batedeira elétrica. 

pilão surgiu há 20 mil anos na África com fins de triturar cereais e ervas, o que foi a causa da sensível melhoria nutricional e medicinal das tribos. Nas cozinhas de hoje ele não costuma ser utilizado, a não ser para fazer molho pesto ou servir de decoração, já que os processadores de alimentos cumprem a função em tempo muito inferior.

Muitos mais utensílios existem e o livro “A História da Invenção da Cozinha”, de Bee Wilson explica-os muito bem.

É um livro delicioso que aconselhamos vivamente a devorarem.