Siga a dança…

É já no próximo sábado, dia 25 a partir das 18h00 que vamos estar no emblemático Céu e Vidro no Parque D. Carlos I de Caldas da Rainha

 

Quer o Parque, quer o Céu de Vidro tem uma vertente muito histórica para esta cidade, deixo-vos aqui parte do enquadramento histórico:

“-Termas sem casino são termas mortas, sem movimento e sem gente-
Assim se traduzia, no início do século passado, a importância que a componente lúdica desempenhava nas estâncias termais, proporcionando aos seus frequentadores a possibilidade de preencher as horas de ócio e, até, de uma recuperação mais acelerada, considerando o conjunto de actividades físicas e desportivas que decorriam ao ar livre.
Nas Caldas, apesar de um aspecto assistencial reforçado, seguia-se igualmente esta tendência. Assim, a Mata e o Parque ofereciam espaço aos banhistas para a realização de actividades lúdicas, a céu aberto, enquanto o clube, sob um céu de vidro, respondia às necessidades de socialização durante a época termal.

A oferta de lazer correspondia aos gostos e hábitos das primeiras décadas de novecentos. Nos seus salões tinham lugar jogos de cartas, como o whist, o bridge ou o voltarete, de tabuleiro, caso do xadrez, gamão ou damas, com espaço ainda para uma sala de bilhar e uma biblioteca. Na galeria central, que separava o gabinete do bilhar dos restantes espaços, coberta pela estrutura em ferro e vidro que lhe deu o nome, reunia-se a sociedade, lendo jornais, conversando, tomando chá e seguindo a velha máxima de ver e ser visto.

No verão, montavam-se no Parque quiosques para a venda de refrescos e tabacos e pequenas barracas para jogos ou teatro.

À noite, quando o característico clima caldense o permitia, organizavam-se festas de recreio ou beneficência, com entrada paga e regras de admissão mais restritas. Com a electricidade instalada Parque desde 1904, as iluminações eram o principal ex-líbris destes eventos. As celebrações de 15 de Maio de 1913 incluíam, às 21 horas, uma deslumbrante iluminação eléctrica na rua central do Parque Rainha D. Leonor, e fogo-de-artifício na encosta do pinhal. Noutra ocasião, os barcos que flutuavam no lago decoraram-se com balões venezianos, criando um efeito bastante apreciado.”

 IN:Museu do Hospital das Caldas

E é isto que a nossa cidade vai recriar este sábado no mesmo local, com pessoas diferentes, sociedades diferentes, com uma cidade diferente… mas com um ponto em comum, aproveitarmos muito bem este parque que é um dos ex-líbris da nossa cidade.

Nós, mais uma vez aceitámos o convite que nos foi feito, e lá estaremos a partir das 18h00 com as nossas iguarias!

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