Doces Conventuais

Hoje vamos falar-lhe de Doces Conventuais. Falamos dos de Alcobaça, pois é muito próximo de nós…

Comecemos pela origem da doçaria conventual

Doçaria conventual é o termo utilizado para os doces confeccionados nos conventos, caracterizados pelas grandes quantidades de açúcar, ovos e amêndoa que levam.
A origem desta doçaria em Portugal foi no século XV, foi nesta altura que o açúcar entrou na tradição gastronómica dos conventos, (sendo anteriormente o mel).
Estes doces foram criados por freiras que vivam nos conventos à muitos séculos. Essencialmente por mulheres que não tinham escolhido ir para o convento, mas foram obrigadas, para passarem o tempo foram aprimorando estas receitas.

“A partir de meados do século XVIII, quando foi decretada a extinção das Ordens Religiosas em Portugal, as freiras e monges foram confrontados com a necessidade de angariar dinheiro para seu sustento. A venda de Doces Conventuais foi uma das formas encontradas para minimizar a sua situação financeira. Por isso, transmitiam, já fora dos conventos receitas às mulheres que as acolhiam. Passando de geração em geração as deliciosas receitas de doces conventuais portugueses permanecem vivas até os dias actuais.”

A lista dos doces conventuais é extensa e abrange todas as regiões de Portugal, embora possa ter algumas mudanças de região para região e de convento para convento.

Em Alcobaça os mais conhecidos são:

  • Pão de Ló do Mosteiro de Alcobaça
  • Céu da Boca
  • Pudim de São Bernardo
  • Doce Paraíso
  • Bolo Real de São Bernardo
  • Cornucópias

 Aqui está um dos cartazes do ano passado. Só para lhe adoçar a doca…

Estes doces e muitos mais são todos os anos, em Novembro, apresentados na Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais, em Alcobaça

 Se ainda não teve oportunidade de visitar, visite este ano. Com toda a certeza não se vai arrepender.